Parece que nasceu a APJB. Nasce então uma associação onde os jogadores passam a estar representados, para o bem e para o mal, eles existem. Se faltava uma organização no panorama actual do nosso desporto, essa organização era sem dúvida esta Associação, se bem que devo dizer que outras existem e é como que não existissem. (nota à posteriori e a pedido de muitos) Refiro-me, claramente, à Associação de Treinadores. É vergonhoso o estado em que as coisas chegaram: trabalho = 0!
Desafiaram-me a concorrer às eleições, formando uma equipa forte, coesa e trabalhadora. Tive uma boa base de apoio, que não levantou alarido e foi discreta. Não aceitei pois não posso desempenhar tal papel na modalidade. A primeira pessoa a quem disse que existia interesse de algumas pessoas em formar uma lista alternativa e independente de qualquer associação ou movimento, foi a Vânia. A Vânia também foi a primeira a saber que eu não iria concorrer.
Como democrata que sou, condeno vivamente todo o processo de criação de uma nova associação, bem como o facto de alguns dirigentes federativos terem demonstrado alguma inercia no processo de eleição dos novos e primeiros corpos sociais da associação.
As pessoas que me conhecem, sabem que sou aberto e crítico. Odeio o “bota abaixo” e o argumento fácil. Por achar que esta associação é importante na modalidade, é que decidi escrever algumas palavras endereçadas à direcção da nova associação.
1 – Em primeiro lugar não concordo que na estrutura não estejam presentes um, dois ou mais atletas de categorias “ditas” inferiores da modalidade. Felizmente, no nosso desporto, existe muita gente a jogar nas categorias C, D… estas pessoas são o suporte da nossa modalidade, muitos destes jogadores acumulam os papéis, ao longo de vários anos, de treinadores e dirigentes, dinamizadores da modalidade. Por isso achei um erro não incluir na estrutura essas pessoas, até que pela experiência que têm, podiam ser mais valias na construção de estatutos, interpretação de leis, etc.
2 – Congratulo o facto da Presidente ser uma mulher. O Badminton português precisa urgentemente de trazer mais mulheres para este desporto. O facto de termos 3 mulheres “qualificadas” (num ranking qualificável) demonstra bem o nível que temos, e a força que o feminino representa na modalidade neste momento.
3 – Critico o facto de não ser apresentado um programa. Ninguém sabe quais são os objectivos. Isso não é bom, pois para quem está eleito pode ser um motivo para fazer pouco, e para quem está fora pode ser um motivo para crítica.
4 – Espero que a associação tenha, mais do que um blog/site, uma intervenção forte a diversos níveis. Como já tive oportunidade de dizer à Vânia, existem muito desafios pela frente, e é a associação que tem que trabalhar nesses assuntos. O Estatuto de Alta Competição, o Acesso ao Ensino Superior, os deveres e os direitos os Atletas, os Seguros Desportivos, entre outros assuntos, têm que ser analisados com muito vigor e profissionalismo. Por isto, acho que o organograma da associação é escasso, peca pela direcção ter apenas 3 lugares. Se existissem mais 3 vogais, eram mais 3 pessoas a trabalhar.
E pronto… esta é a minha visão para já. Espero que a associação trabalhe, execute, investigue, e que acima de tudo, não defraude as expectativas criadas.
E pronto, assim sendo… “encosto” na rede e espero.