Constato que existem comentadores na televisão portuguesa que não interessam a ninguém, que só estão em cena porque simplesmente são sensacionalistas e podem “papar” os tão desejados shares televisivos.
Há uns dias atrás postei sobre Vasco Pulido Valente (VPV). Esta semana li muitos artigos, comentários, colunas de opinião, que relatavam aquilo que penso, VPV é mais contra-informação que lucidez, é menos seriedade que sentido crítico: refiro-me aos comentários logo após o debate dos quatro candidatos à presidência do PSD.
O Prof. Marcelo Rebelo de Sousa (MRS) por outro lado procura ser sempre o mais isento, sem nunca deixar de mostrar o seu ponto de vista, com personalidade e frontalidade. É uma forma de estar que se aplaude, e que inspira.

Esta noite MRS abordou o tema das eleições directas do PSD, que na minha opinião, é um tema difícil para ele. Digo isto pois ele é visto por muitos sociais democratas como o “Bom Pastor”, é como uma figura consensual dentro no hemisfério laranja, apesar de não participar activamente, é muito respeitado.
Ele apoia Manuela Ferreira Leite (MFL). Eu, Pedro Santana Lopes (PSL). MRS teve uma postura exemplar no seu espaço semanal da RTP “As Escolhas de Marcelo”. Gostei de ver!
Para finalizar, MRS levantou uma questão importante, questão essa que (de propósito ou não) não concluiu (e eu vou concluir
). O comentador relembrou a forma como o partido irá ficar fraccionado, ora com a vitória de MFL com a velha glória, ora com Pedro Passos Coelho (PPC) e a juventude partidária. Eu finalizo o raciocínio reforçando a ideia de que PSL pode voltar a acender a chama laranja, dos 18 aos 81 anos.