Em primeiro lugar, a SIC esteve muito bem. Clara de Sousa esteve excelente, a cobertura foi espectacular, e os comentadores (na SIC Notícias logo a seguir) foram muito competentes. Foi uma chapada de classe à TVI, provando que o share não é tudo, e a credibilidade é bem vinda. Voltando aos comentadores, vale a pena ler o comentário de Joaquim Jorge no jornal Meia Hora (página 7).
Patinha Antão esteve melhor neste debate, mas segundo o Público, incluiu o nome de um militante falecido na lista de candidatura. Tem estado bem no final da campanha, mas não deve incomodar nenhuma das outras candidaturas. A não ser que uns 5% possam fazer distanciar o vencedor do primeiro vencido no próximo sábado.
O meu candidato favorito, Pedro Santana Lopes, venceu claramente o debate. Sóbrio e com um discurso forte, com um ar simpático e descontraído, defendeu o grupo parlamentar com nunca e ninguém. Defende que qualquer um deve defender o partido acima de todas as coisas. Deu um grande passo para sábado, mas não vai ser fácil vencer…

Pedro Passos Coelho, o enigma! É jovem, tem uma excelente imagem, transmite credibilidade. Mas no meio de tantas virtudes consegue destoar, pois é muito “verdinho” e os dossiers têm que ser encarados de outra forma. Propor algo para o país tem que ser algo concreto e concretizável.
Manuela Ferreira Leite foi a pior no debate de hoje, mas provavelmente será a candidata que ganhará. Tem uma relação difícil com as televisões, dizem os especialistas que faz lembrar Cavaco no início da carreira política.
O que importa é que o partido saia com um grande líder das directas de sábado, e que faça um grande congresso no próximo mês, e que prepare-se bem para a batalha frente a José Sócrates.
Não sei se a preferência pelo candidato Pedro Santana Lopes é defendida pelo autor deste blog, mas só pode manifestar esta preferência alguém que desconhece o trabalho ruinoso feito per este senhor na CMLisboa (onde os trabalhadores e a Instituição continuam a pagar os seus desmandos), no país, nos breves (e conturbados) momentos em que foi Primeiro-Ministro, ao Partido e (continuamente) à classe política, que tão descredebilizada está…
Tenham dó!!!!