Decorridos os primeiros 6 meses da aplicação a lei do tabaco, diria que o sucesso é uma realidade. Custou imenso aos fumadores, os comerciantes tiveram que se adaptar, mas a verdade é que Portugal passou a ter uma lei que permite ao país “respirar melhor”. Para além do facto de ser uma lei que fez com que Portugal evoluisse e convergisse, no que toca a leis básicas para a sociedade, para os restantes países na Europa.
Tendo tido oportunidade de viajar nos últimos anos pela Europa, deparei-me com leis do género a funcionarem, com as sociedades a repeitarem com imenso civismo.
Mas… devemos ficar por aqui?
Na minha opinião não. Todos sabemos que peso têm os impostos sobre o alcool e o tabaco na economia portuguesa, assim sendo, até que ponto devem os nosso governantes deixar que tenha tanto peso? Para contornar este problema proponha uma maior carga a nível dos impostos sobre estes géneros, canalizando parte desses impostos para a oncologia.
O cancro do pulmão é uma das doenças oncológicas com mais casos em Portugal. Porque não investir na oncologia com os impostos, como fazem alguns países como Filândia, Dinamarca e Holanda? Porque não?
Concluindo, sinto que a aplicação da lei foi um sucesso. Penso que a lei, só por si isolada, sem mais estratégias e outras políticas ligadas à Saúde e à intervenção através de Campanhas anti-tabágicas, não é suficiente.
Está na altura de evoluir.