Este ano houve novidades…
As habituais

ou as habituais

Passaram às

e os

e ainda as não menos habituais

e… e…
Este ano houve novidades…
As habituais

ou as habituais

Passaram às

e os

e ainda as não menos habituais

e… e…
Tenho observado com imensa curiosidade todo o desenrolar da novela “Modelo de Avaliação dos Professores” principalmente nas últimas 2 semanas.
Sinceramente… acho que os Sr. Profs. andam muito mal habituadinhos, agarrados a um sistema fácil de gerir carreiras, e acima de tudo, de um cooperativismo doentio.
Ora vejamos… querem ser avaliados, mas não por este sistema. Mas… “negociaram” este sistema com este Ministério durante meses e meses, e agora quando toca a passar à acção, as sirenes berram!
Acho que os Professores em Portugal, na generalidade (pois conheço muitas e boas excepções à regra), são uma classe que ganha demasiado para aquilo que faz. Melhor dizendo, acho que ganham a mais do que o seu desempenho das suas actividades profissionais.
É vergonhoso o ensino em Portugal, muito porque muitas vezes os ditos Profs agarram-se a um preconceito de que o Ministério pensa mal, os sistemas são maus, os livros são maus, as salas são más, blá blá blá… e estes mesmos Profs muitas vezes quando passam para o privado, limitam-se a formar alunos, educá-los para o ensino, e cumprem rigorosamente o estabelecido pelos conselhos executivos das escolas privadas.
Mas… no público… no público não, no público “ganham” o direito de fazer o contrário, ganham o direito de desistir de desempenhar os principios básicos da profissão, porque existe o argumento fácil de que o sistema é mau…
Considero a FENPROF uma vergonha. Considero a FENPROF um conjunto pessoas com capacidade de mobilizar manifestantes, capazes de colar cartazes… um vazio de ideias…
Conclusão: os Srs Profs terão que ser avaliados como qualquer profissão. E têm que deixar-se de birrinhas, porque os portugueses não são parvos, e todos estão a perceber que os verdadeiros professores portugueses, aqueles que realmente desempenham bem as suas funções, não se identificam com estas manifestações de teimosia e terrorismo político (seja qual for o partido no poder).
Eu conheço professores, muitos, e todos são unânimes: avaliação sim, pois assim se diferencia quem desempenha ou não bem as suas funções, dentro das suas capacidades.
“Quem tropeça e não cai, dois passos adianta.”, provérbio espanhol. Autor desconhecido.
Este podia ser, e muito bem, um provérbio que descrevesse os Encontros da Eira. Após grandes mudanças na sua formação, este agrupamento musical sobrevive e está aí para as curvas. Acompanhei o nascer deste grupo, e hoje posso afirmar que há sempre algo de novo a desvendar num novo trabalho musical.
Mas… qual será o segredo? Como conseguem fazê-lo? Como é possível inovar sempre incrementando qualidade. O segredo é o trabalho, a pesquisa, a seriedade e o profissionalismo.
Musicalmente falando, e tendo nos últimos 2 anos ouvido muito desta nova moda “corrente” musical chamada World Music, digo sem problemas que os Encontros têm tanto de Deolinda como de Sete Saias, com um toque popular mais acentuado. Com uma pesquisa popular intensa e bem focada, não descorando os arranjos musicais sempre em busca da qualidade.
Adorava ver os Encontros num projecto paralelo. World Music internacional. Interpretar Cesária Évora, Zeca Pagodinho, Nneika, Miriam Makeba…
Encontros da Eira: Página Oficial, MySpace.
Nota: aproveito para lançar um desafio. Quem não ainda não conhece, experimentem ouvir Pedro Frias Band. Muito bom..
Choca-me aperceber-me que existe um partido em Portugal que faz elogios à China e à Coreia, num comício inflamado pelo choque ideológico de uma esquerda radical cada vez mais afastada das soluções políticas e cada vez mais próximo do protesto.
E valores como a democracia e a liberdade? A China e a Coreia não vivem estes princípios… Tenham dó!
Enfim… chocante…
Ontem tive oportunidade de ver o filme Blindness, a adaptação ao filme do livro de José Saramago “Ensaio sobre a Cegueira”.
Trata-se de uma grande filme. Bem filmado, excelentes cenários, bom som. Excelentes actores. ADOREI.
A história… essa… confesso que fiquei com vontade de ler o livro (vem aí o Natal, quem me quiser oferecer…
). Este foi o meu “ensaio” sobre a “cegueira”, estupidez, preconceito, etc… Digo isto porque tinha um preconceito estúpido de José Saramago, por razões políticas talvez, por razões de que nem eu sei bem explicar.
Enfim, nunca valorizei a sua obra. Confesso até que antes do filme pensava para mim: “vamos lá ver se isto vale o que dizem”. Estupidez parva a minha de desencantar um preconceito sobre aquilo que não se conhece… parvoíce a minha em não valorizar o que é nosso, esta boa literatura… Porquê ler Gabriel Garcia Marquez quando se tem em Portugal excelentes autores? Eu leio portugueses… mas se calhar deveria ler mais!
A minha “visão” sobre o filme: a humanidade não resiste a um flagelo comum, porque simplesmente mais tarde ou mais cedo todos os nossos defeitos vêm ao de cima.
Vejam, é o meu conselho. Um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos…
Como dizia Liza Minelli:
For, money makes the world go around
…the world go around
…the world go around.
Money makes the world go ’round
The clinking, clanking sound of…
Money money money money
Money money money money…
Get a little, get a little
Money money money money…
Mark, a yen, a buck or a pound,
That clinking, clanking, clunking sound,
Is all that makes the world go ’round,
It makes the world go ’round!
Não é uma música épica, não me fascina, mas tem estado na minha cabeça durante os últimos dias.
É a nova música de Sebastien Tellier…
Coisas que se passam num país democrático como é a Roménia, que neste fim de semana foi às urnas…
Amiguinhos….
O 20º Congresso da JSD ditou o prolongamento para mais um mandato do actual presidente da Comissão Política Nacional, Pedro Rodrigues.
Apesar da especulação e polémica em volta desta eleição, depois de muitos dos distritos a norte a votarem no candidato derrotado Bruno Ventura, a vitória sobre da continuidade vingou.
Acho que Pedro Rodrigues é um excelente político, é interventivo, e acima de tudo audaz. Nunca se revelou pouco ambicioso e à espera de conquistas fáceis, e sempre transmitiu princípios de identidade e de personalidade aos militantes da jota.
Boa sorte.